segunda-feira, março 20, 2006

Até já

Hoje vou escrever qualquer coisa que mais uma vez ao reflectir sobre isso, se integra naquilo que sou, um paradoxo. Dei mim por mim hoje atacado nostalgicamente pela santa terrinha da minha mãe, onde passo férias desde a mais tenra idade, o seu nome é Muxagata (hilariante quiçá), perto de Vila Nova de Foz Côa. Eu sempre vivi entre Massamá (que detesto morbidamente) e Lisboa (FCSH e noitadas). Sempre que lá vou passar as ditas férias, sejam do Verão ou do Natal, são "apenas" sempre 3 ou 4 dias. A sensação de sair do caos urbano por uns dias é sem dúvida uma experiência gratificante, rever o rudimentar, casas de pedra, o ar puro que se respira, a cordialidade e a simpatia com que cada pessoa por quem passas te aborda ou te olha, o poder deixares o carro por trancar com o rádio lá dentro sem o mínimo risco, o desanúvio das pressões citadinas, etc,etc. Tudo isto é deleitável, mas ao fim dos tais 3 ou 4 dias, encontro-me completamente entediado, quero voltar depressa para Massamá que tanto detesto e para a anomia da urbe. Há coisas que só uma grande cidade nos pode oferecer. No entanto, não deixo de reflectir, e quando olho para o meu futuro, tento vislumbrar um equilíbrio, algo que me situe entre a impessoalidade da cidade e o afrouxamento do campo.

1 Comments:

Blogger AR said...

o problema consiste em encontrar o equilíbrio quando ele não está em nós, seja lá onde for!
é confortante pensar que a permutação entre esses dois extremos possa trazer alguma paz...porém, uma paz sempre efémera.

9:45 a.m.  

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