<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640</id><updated>2011-07-15T01:45:18.442+01:00</updated><title type='text'>Horizonte Inebriante</title><subtitle type='html'>&lt;img src="http://www.fotosearch.com/thumb/IGS/IGS014/IS900-299.jpg"&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Narrador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01563391676749846705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114585216739314810</id><published>2006-04-24T05:02:00.000+01:00</published><updated>2006-04-24T05:16:07.403+01:00</updated><title type='text'>Amigos</title><content type='html'>Todos nós temos amigos, uns em maior quantidade, outros em menor, uns em qualidade mais elevada, outros em qualidade reduzida. Hoje apeteceu-me prestar uma homenagem a eles. Eu não sou do tipo de pessoa de manifestar os meus sentimentos, acho que as pessoas conseguem ler nas entrelinhas, e no que diz respeito aos meus amigos penso que chegou a hora de lhes agradecer. Não vou individualizar para não ferir susceptibilidades, mas vocês sabem quem são.&lt;br /&gt;Corro o risco de cair numa "clichetzada", mas o facto é que quando eu preciso de vocês, nunca falham, tenho um orgulho enorme e agradeço-vos sinceramente, se eu tenho algo de especial na minha pessoa, em grande parte é derivado a vocês. Hoje estou-me aqui a expor um bocado, mas é merecido. É muito raro na minha vida eu usar a palavra que vou usar a seguir, mas a verdade é que &lt;strong&gt;gosto&lt;/strong&gt; muito de vocês, obrigado. xonaa cavalooo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114585216739314810?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114585216739314810/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114585216739314810' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114585216739314810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114585216739314810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/04/amigos.html' title='Amigos'/><author><name>Muralhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11527428183949570668</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114410673772255253</id><published>2006-04-04T00:24:00.000+01:00</published><updated>2006-04-04T00:25:37.736+01:00</updated><title type='text'>Notas de um neo-romântico fervoroso</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O mito do meu império&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje estive na internet (ou infernet?) a comunicar com uma amiga. Expus-lhe a fase da vida que neste momento atravesso, talvez a mais ambígua de sempre. Está a ser introspectiva, revoltante, solitária, desafiante, intransigente, nostálgica, alucinante, negra, estranha, mística, inebriante, decadente, libertina, etc. Sou um inconformista, e como tal vejo com dificuldade a minha situação de quase comodismo face a um amor que julgo ser irrecuperável. Mas será mesmo? "Não podes parar de lutar senão ficas doido!" - Disse-me a minha amiga. Interrogo-me, que fazer quando já se enlouqueceu por alguém que não corresponde um velho sentimento? Lutar é uma das alternativas. A meu ver existem mais duas: a segunda será tentar esquecer este amor de uma vez por todas, formatá-lo e entregar-me com devoção a um ou mais projectos; a terceira consistirá na minha ruína por meio do álcool, caracterizada por um estilo de vida epicurista e/ou niilista. A estas juntarei outra; um híbrido entre estes trilhos: embebedar-me ocasionalmente e entregar-me com paixão à criação. Desde já confesso perante vós que nunca provei o licor que Oscar Wilde tanto elevou, a Green Fairy, ou seja, o absinto. Contudo espero nos próximos dias embarcar numa jornada por um verde oceano de êxtase e, tal como os navegadores portugueses, conquistar um novo mundo, uma velha glória perdida por entre o nevoeiro e as épocas. Digam-me, que opção tomo?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114410673772255253?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114410673772255253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114410673772255253' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114410673772255253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114410673772255253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/04/notas-de-um-neo-romntico-fervoroso.html' title='Notas de um neo-romântico fervoroso'/><author><name>Narrador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01563391676749846705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114408645765198325</id><published>2006-04-03T18:45:00.000+01:00</published><updated>2006-04-03T18:47:37.663+01:00</updated><title type='text'>Não se aproximem de mim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje foi um dia capaz de me levar à loucura. Senti tanta raiva que a minha cabeça começou a latejar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114408645765198325?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114408645765198325/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114408645765198325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114408645765198325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114408645765198325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/04/no-se-aproximem-de-mim.html' title='Não se aproximem de mim'/><author><name>Narrador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01563391676749846705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114283422509661702</id><published>2006-03-20T05:32:00.000Z</published><updated>2006-03-20T05:57:05.110Z</updated><title type='text'>Até já</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje vou escrever qualquer coisa que mais uma vez ao reflectir sobre isso, se integra naquilo que sou, um paradoxo. Dei mim por mim hoje atacado nostalgicamente pela santa terrinha da minha mãe, onde passo férias desde a mais tenra idade, o seu nome é Muxagata (hilariante quiçá), perto de Vila Nova de Foz Côa. Eu sempre vivi entre Massamá (que detesto morbidamente) e Lisboa (FCSH e noitadas). Sempre que lá vou passar as ditas férias, sejam do Verão ou do Natal, são "apenas" sempre 3 ou 4 dias. A sensação de sair do caos urbano por uns dias é sem dúvida uma experiência gratificante, rever o rudimentar, casas de pedra, o ar puro que se respira, a cordialidade e a simpatia com que cada pessoa por quem passas te aborda ou te olha, o poder deixares o carro por trancar com o rádio lá dentro sem o mínimo risco, o desanúvio das pressões citadinas, etc,etc. Tudo isto é deleitável, mas ao fim dos tais 3 ou 4 dias, encontro-me completamente entediado, quero voltar depressa para Massamá que tanto detesto e para a anomia da urbe. Há coisas que só uma grande cidade nos pode oferecer. No entanto, não deixo de reflectir, e quando olho para o meu futuro, tento vislumbrar um equilíbrio, algo que me situe entre a impessoalidade da cidade e o afrouxamento do campo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114283422509661702?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114283422509661702/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114283422509661702' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114283422509661702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114283422509661702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/03/at-j.html' title='Até já'/><author><name>Muralhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11527428183949570668</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114281531078850537</id><published>2006-03-20T00:39:00.000Z</published><updated>2006-03-20T00:41:50.800Z</updated><title type='text'>Não sou machista, mas gosto muito de cerveja</title><content type='html'>A cerveja pode ser equiparada a uma mulher, na medida em que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nem todas são doces, dependendo do fabricante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando se termina uma, deseja-se logo abrir outra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É difícil mamar duas ou mais simultaneamente;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Obriga-nos a dizer coisas que não queremos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Está disponível para qualquer pessoa, homem ou mulher;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não interessa o rótulo, apenas o conteúdo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É a ruína de muitos homens;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O seu consumo pode provocar libertação incontrolada de liquídos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O seu consumo excessivo provoca alterações no estado psíquico, ressaca e dor de cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sequer sou vagabundo, alcoólico, ou casado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114281531078850537?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114281531078850537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114281531078850537' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114281531078850537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114281531078850537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/03/no-sou-machista-mas-gosto-muito-de.html' title='Não sou machista, mas gosto muito de cerveja'/><author><name>Narrador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01563391676749846705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114255386792482574</id><published>2006-03-16T22:03:00.000Z</published><updated>2006-03-17T00:26:29.106Z</updated><title type='text'>Em Vossa Honra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Vitinho&lt;/strong&gt;, a um mês e vinte dias do primeiro aniversário do teu desaparecimento recordo-te com o mesmo sorriso com que reagia às tuas piadas e ao teu modo despreocupado. "'Tá sossegado!", dirias prontamente, se aqui estivesses. Nunca esquecerei o abraço com que me brindavas sempre que me cruzava contigo na sede do nosso Clube Recreativo e Cultural do Forte da Casa, o brilho nos teus olhos, a quereres saber como é que eu estava a lidar com a minha pequena doença cardiovascular. Perguntavas-me sempre quando é que eu regressaria ao futsal, porque me achavas um excelente jogador e apoiavas-me nas vitórias e nas derrotas. Estiveste junto de mim e dos meus irmãos da equipa maravilha de júniores do C.R.C.F.C., época 20001/2002, aquele que foi o meu melhor período. Continuaste connosco na época seguinte, e ficaste triste por não me veres na equipa sénior um ano depois. Apenas eu sei o quanto te respeitava, eras o modelo de pessoa a seguir na colectividade. Hoje quis prestar-te uma humilde mas sentida homenagem, e neste preciso momento em que derramo lágrimas para cima do teclado onde escrevo para te honrar, vejo-te lá ao fundo a acenar para mim. Num estado de ambiguidade sentimental, invoco lembranças de ti simultaneamente com uma imensa alegria por ter-te conhecido e convivido de perto contigo, e uma profunda tristeza por nunca mais poder ver-te e abraçar-te. Subitamente sinto um enorme vazio. A ti, que em vida foste uma pessoa sublime, e que na morte és uma das melhores recordações que possuo. Até sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nélson&lt;/strong&gt;, no próximo dia 7 de Maio celebra-se o sétimo aniversário da tua brusca partida. Fico quase perplexo pelo facto de ter passado tanto tempo desde o dia negro, de ter amadurecido, caminhado pelo nosso bairro e olhado para a janela da tua casa, sem estares presente. Revolta-me bastante teres tombado tão jovem, não apenas porque foste um dos melhores amigos do meu irmão, não apenas por ter sido um dos teus putos preferidos do bairro na minha infância (tua adolescência), não apenas porque foste meu amigo no início da minha adolescência (tua maioridade), não apenas por teres respeitado os meus pais e teres passado muitas horas em minha casa, não apenas porque sou amigo de infância do teu irmão, não apenas porque a tua mãe é uma grande senhora, mas porque tinhas um futuro pela tua frente. Contigo desapareceu um pedaço dos bons velhos tempos, que hoje passo em retrospectiva, sem conseguir conter as lágrimas. Foram grandes momentos, e parecem-me tão longínquos! Naquele tempo, os nossos pais ainda não haviam começado a envelhecer, nós vivíamos felizes no nosso bairro e com esperança de termos um caminho promissor pela frente. Naquele tempo nada de mau tinha acontecido, a vida não tinha um lado trágico. Passaram sete anos mas ainda choro quando ouço o teu nome ou quando vejo uma fotografia tua. Até então eu não sabia o que era chorar por um amigo, foste o primeiro que perdi, no entanto serás sempre o primeiro a ser recordado. De súbito lembro-me das vezes que eu ia à janela e olhava para a tua, escassos metros à minha frente. Lá estavas tu. Quando me vias sorrias de imediato, em certos momentos sarcasticamente porque ias estender-me o dedo do meio em gesto de zombaria, ao que eu te retribuia. Noutros momentos gritavas: "Johnny, o teu irmão?" Ao que eu respondia, na maioria das vezes: "'Tá a dormir!". Hoje honro a tua vida porque foste um dos grandes, com qual tive o enorme prazer de travar amizade, e porque te admirei e respeitei bastante. Descansa em paz amigo, na certeza de que jamais deixarei que o tempo apague a tua imagem da memória das pessoas que te foram próximas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Padrinho&lt;/strong&gt;, fizeste a longa caminhada mais cedo do que o previsto. Fará um ano no próximo dia 20 de Junho...em que nos apanhaste a todos nós, do teu sangue e confiança, de surpresa. Recordo-me da noite em que o meu pai, teu querido irmão, atendeu o telefone para receber a notícia. Ele não conseguiu soltar uma única lágrima, tal foi o choque. Assim que me apercebi da conversa corri para o corredor e perguntei ao meu irmão: "O tio Armando???", "Sim...", respondeu-me. Fiquei atónito, comecei a chorar de imediato, de braços cruzados, incrédulo. Aquilo não podia estar a acontecer. O meu padrinho não podia ter partido. Não podia. Os dias que se seguiram foram os mais letárgicos e silenciosos de toda a minha vida. Cada vez que saía à rua o céu parecia ser fictício, as pessoas vultos sem vida, os carros objectos cinzentos que se moviam, a minha casa um lugar estranho. O mais difícil foi ver o meu pai, que sempre foi uma pessoa introspectiva que guarda para si as emoções, completamente destronado da sua vida, abatido e frágil. Para sempre reservarei para mim a tua maneira de conversar, a tua aparência respeitável, a tua erudição, a tua sensatez, a tua inteligência, o teu virtuosismo. Seguraste-me ao colo, viste-me crescer e brincar junto aos teus restantes sobrinhos, o que me leva a relembrar um Natal, não há muitos anos, em que apareceste com um grande saco cheio de presentes para distribuir pela família, que felizmente estava toda reunida. Levaste contigo um pouco das gargalhadas que soltámos ora em redor da mesa onde nos sentámos para contar as novidades de quem não se vê muito durante o ano, ora em redor do lume, ou mesmo do terraço a olhar para as estrelas. No último cartão de boas festas que me mandaste, escreveste que eu nunca deverei esquecer as minhas raízes, a minha ligação ao Vidigal. Assim farei, os Esteves serão para sempre uma família digna e respeitada na nossa aldeia do concelho de Oleiros, distrito de Castelo Branco, e brevemente desejo continuar o projecto que iniciaste juntamente com o meu pai e outros ilustres da aldeia. Não passou um único dia desde que partiste sem que eu te tenha recordado, e choro sempre que o faço, porque para mim ainda não morreste, apesar de eu nunca mais poder estar contigo juntamente com o resto da família, em redor da mesa, onde alegremente nos sentámos tantas vezes para comer os legumes cultivados na horta pela minha avó. Sempre contigo ao meu lado. Do teu sobrinho e afilhado, com saudade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, este é talvez o post mais pessoal que fiz até hoje. Não peço perdão se não se identificarem com o seu conteúdo, mas para os que partilham os meus sentimentos e já viram "grandes" tombarem, este também é dedicado a vós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114255386792482574?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114255386792482574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114255386792482574' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114255386792482574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114255386792482574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/03/em-vossa-honra.html' title='Em Vossa Honra'/><author><name>Narrador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01563391676749846705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114248623639772618</id><published>2006-03-16T05:03:00.000Z</published><updated>2006-03-16T05:25:18.566Z</updated><title type='text'>E vai mais um</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vezes pergunto-me se a maioria dos namoros existem porque de facto as pessoas gostam realmente umas das outras, ou se é uma carência imperativa que as impele para relacionamentos arrastados e fastidiosos, mas que dão alguma segurança e o tal afecto. É óbvio que não posso retirar conclusões objectivas de todos os namoros que vou observando curiosamente. Parte mais da minha presunção reflexiva, do que de provas irrefutáveis ou conclusivas, mas observo um tal desfasamento entre as várias relações que me vão passando à frente dos olhos, que não resisto. Claro que cada simbiose amorosa tem a sua própria maneira de expressar a sua relação e de estar perante os outros muita própria, talvez até de um modo mais tímido, mas como eu tenho a mania que sou um excelente intérprete de sinais, vou continuar a opinar. Vou pegar em extremos para me fazer entender. Ora vejo relações em que as pessoas se dão espectacularmente bem, que só de falar no/a seu companheiro/a os olhos brilham naturalmente, etc etc, ora vejo outros exemplos, em que as pessoas mal dialogam, limitam-se aos beijos, os carinhos parecem frios, o brilho no olhar não existe. Queria dizer uma coisa pelo meio, para elucidar um pouco eventuais pessoas que notem alguma ingenuidade no meu post, eu como nunca amei, e como namorei poucas vezes e com pouca duração, não sou propriamente um "expert" empírico no assunto, daí talvez alguma inocência. Ás vezes fico com a sensação e com a certeza que existem muitos jovens que simplesmente não conseguem viver temporariamente só com os amigos, que um mês ou dois sem namorado/a se torna logo numa agonia profunda e isso pode levar a namoros precipitados e mascarados. Um dia, num programa literário na tv, um sexólogo falava acerca do livro que tinha publicado, que vinha em forma de ficção, mas que continha nela, várias teorias da sua experiência de muitos anos com pacientes. Ele dizia algo do género "uma das razões que eu aponto para uma taxa actual elevada de divórcios, segundo a minha experiência, enquanto sexólogo e conselheiro matrimonial, reside no facto de desde os jovens até aos adultos existir uma conformação na obtenção do amor. Uma boa parte das pessoas, não procura o amor extasiante, profundo e sentido (simbolizado no "amor da vida"). O medo de ficarem sozinhas, temporariamente ou para sempre, precipita-as para relações não tão satisfatórias, que cumprem requisitos mínimos e com alta probabilidade problemática e de fracasso a longo prazo". Pronto, eu inventei um bocado, mas basicamente era isto que ele dizia, isto já aconteceu há uns 5 anos. Eu de certa forma concordo com isto, quando vou observando os tais namoros. Não digo que aconteça isto em todos, nem na maioria, mas acontece em muitos. É claro que é preciso perceber, observar e ser presunçoso como eu o estou a ser, mas também é claro que as pessoas dificilmente admitirão que o namoro é um redondo fracasso e que só estão com a outra pessoa, porque têm um terrível medo de estarem sozinhas, ou de ficarem sem afecto ou sexo e que não conseguem arranjar mais ninguém. As minhas palavras são : lutem sempre pelo melhor possível para vocês próprios, a vida é curta, não digo que seja bela, mas pode ser bela e há que arriscar. o7&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114248623639772618?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114248623639772618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114248623639772618' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114248623639772618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114248623639772618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/03/e-vai-mais-um.html' title='E vai mais um'/><author><name>Muralhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11527428183949570668</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114248448787127173</id><published>2006-03-16T03:56:00.000Z</published><updated>2006-03-16T04:56:37.370Z</updated><title type='text'>Eu nil</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8144/305/1600/elizabeth35.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8144/305/200/elizabeth35.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São 4 da manhã, hoje dormi 3 horas, passei uma tarde inteira na esplanada da FCSH sem fazer um cu e encontro-me com mortificantes insónias. Sinto-me surpreendentemente desperto (e infelizmente) e resolvi vir postar qualquer coisita, por mais desinteressante ou devaneante que se torne. Viajo por uma reflexão recorrente, obsessiva até. A estética nos jovens de hoje, o impacto que isso tem em mim e a influência que tem nos outros. Surgem-me os antagonismos psique, essência e personalidade versus físico e aparente. Gostava de um dia conversar a sós com variadas pessoas, e perguntar-lhes, se, tornados estes dois campos conceptuais estanques e dividos em dois, qual deles achariam mais importante. A resposta poderia ser dada em percentagem, pois seria mais elucidativo. Essa dúvida assalta-me. Cada vez mais penso, não sei se erroneamente, que a parte estética ganha uma força maior. Arrepia-me de pensar que me estarei a tornar numa pessoa assim, mas sinto um pouco isso. Claro que nunca me imaginaria a namorar com uma rapariga muito gira e "bué" desinteressante. Mas cada vez mais, só as mesmo giras (físico/estilo) é que fazem mexer comigo mais que uns simples dias. Não sei que força é esta que me modifica, se a força dos media, onde se nota a presença constante de uma valorização física latente ou patente, no mais incompatível anúncio publicitário, na escolha de actores para telenovelas, até nas apresentadoras de telejornais; se é uma força social multifacetada constrangedora partindo do círculos de pessoas com quem convivemos, adiante. É cada dia que passa mais evidente, que a imagem tem uma força poderosíssima seja ela qual for o campo da vida. Entristetece-me um pouco, mas faço parte disso, também eu luto todos os dias para ser competitivo no mundo da formosura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114248448787127173?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114248448787127173/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114248448787127173' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114248448787127173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114248448787127173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/03/eu-nil.html' title='Eu nil'/><author><name>Muralhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11527428183949570668</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114178460729440456</id><published>2006-03-08T01:31:00.000Z</published><updated>2006-03-08T02:25:42.173Z</updated><title type='text'>Aceno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá eu sou o Muralhas e vou postar com o nome de Paradoxo. Este blog partiu de iniciativa conjunta Narrador/Paradoxo (do Daniel também, mas ainda não apareceu cá), e em breve poderemos ter mais participantes. Pretende-se produzir aqui um espaço de qualidade, em que nos possamos divertir e recrear despretensiosamente. Não pretendo balizar o que aqui vamos "postar", mas num mero exercício elucidativo, derivaremos algures entre a reflexão, a imaginação, a criação literária, a crítica, a denúncia, a declaração, a discussão e a constatação. Somos apenas um bando de jovens que curte dar uns toques na escrita, que gosta de pensar e de interagir e essencialmente de se divertir. Pessoalmente, penso que a "palavra" é sinónimo de diversão, seja ela lida, escrita ou falada. Ou seja, a sinopse deste blog será o prazer, isto a um nível pessoal. Termino, dizendo que quem se enquadrar neste espírito pode falar connosco para participar na criação de posts.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114178460729440456?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114178460729440456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114178460729440456' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114178460729440456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114178460729440456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/03/aceno.html' title='Aceno'/><author><name>Muralhas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11527428183949570668</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23550640.post-114178039178282547</id><published>2006-03-07T23:44:00.000Z</published><updated>2006-03-08T01:17:41.373Z</updated><title type='text'>Preâmbulo - Introdução ao desnorte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2519/2421/1600/460151998_m.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2519/2421/320/460151998_m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Eu, enquanto ser pensante dotado de &lt;em&gt;reflexividade&lt;/em&gt;, procuro compreender os fundamentos da minha existência em sociedade, e numa escala mais abrangente, da minha própria existência, da minha vida. Quem sou eu enquanto &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; por oposição ao &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt;? Quem é ele enquanto &lt;em&gt;ele&lt;/em&gt; por oposição a &lt;em&gt;mim&lt;/em&gt;? Várias vezes me deparo com este tipo de interrogações, seja sentado no comboio a caminho da faculdade ou na fila da livraria. Basta uma troca de olhares com um estranho para accionar a minha curiosidade intelectual. Que pensamentos, que imagens percorrerão a mente do &lt;em&gt;outro &lt;/em&gt;que se cruza comigo e me lança um olhar? A intensidade de um olhar poderá levar necessariamente a um fascínio súbito pela pessoa, ou a um sentimento de repulsa intrigante. A proximidade entre as pessoas leva a que tenhamos de coexistir com desconhecidos no nosso quotidiano, a que tenhamos consciência do &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt; que está ao nosso lado, à nossa frente, ou atrás de nós, contudo, quase inconscientemente e de forma mecânica, ignoramos a sua presença, ou, pelo menos, assim queremos que seja. Tentamos não lançar olhares indiscretos de modo a não sermos ofensivos. As pessoas ofendem-se sem terem de comunicar entre si. Mas que significa para mim compreender os fundamentos da minha existência? Isso implica um esforço de compreensão do &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt;, na medida em que, segundo Weber, agimos em conformidade com o &lt;em&gt;outro.&lt;/em&gt; Mas porquê? Porque nos sentimos tão sós e desamparados no seio de um grande aglomerado de indivíduos? Será um problema dos grupos em que estamos inseridos, da sociedade em que vivemos, ou será um problema individual de perda de valores e de referências? O que correu mal? Porque razão sinto que a minha vida já não me pertence, que existo numa época que deixou de ser a minha? A ideia de determinismo certamente terá um peso importante na reflexão. Debato-me com duas visões antagónicas da existência: uma que me diz que todas as minhas acções, todo o meu percurso está pré-determinado; uma segunda que postula que controlo a minha vida e construo o meu trajecto. Outrora acreditava veementemente na segunda ideia, e hoje continuo a não pactuar com a primeira opção, pelo que luto por encontrar uma síntese de ambas: não posso controlar todos os aspectos da minha vida, mas tenho a capacidade de construir um itinerário individual, uma biografia. É a imprevisibilidade da vida, o acaso, e o incontrolável que angustiam. Deixam-me vulnerável ao desnorte. Talvez seja apropriado concordar que a maldição da condição humana é procurar saber aquilo que não pode conhecer. Desejamos o infinito, o horizonte que inebria, sempre com esperança. Resta saber se estamos preparados para aceitar o resultado do somatório entre desejos/acções e acaso. Olá a todos, eu tenho um nome mas aqui sou conhecido como Narrador, e continuarei a tentar desmontar os meandros da minha passagem pela terra, seja na escuridão da madrugada ou no comboio, sempre embriagado de esperança. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23550640-114178039178282547?l=horizonteinebriante.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/feeds/114178039178282547/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23550640&amp;postID=114178039178282547' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114178039178282547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23550640/posts/default/114178039178282547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteinebriante.blogspot.com/2006/03/prembulo-introduo-ao-desnorte.html' title='Preâmbulo - Introdução ao desnorte'/><author><name>Narrador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01563391676749846705</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
